
O Ministério da Cultura deve receber projeto de criação de uma Orquestra Filarmônica para a cidade. A proposta será encaminhada em 2005 pela Escola de Música Maestro Ernest Mahle (Empem) e ainda está em fase de elaboração. Caso seja aprovada, esta será a primeira orquestra do gênero na cidade.
O investimento estimado será de R$ 300 mil, mas ainda não é certo. De acordo com diretora da Empem, Celisa Amaral Frias, para a manutenção de uma Orquestra Filarmônica é necessário praticamente o dobro, mas “a instituição vai fazer de tudo para se adequar ao valor”. A nova sinfônica deve realizar cinco concertos na cidade e outros cinco na região. Serão cinqüenta músicos, que podem ser alunos da escola ou não.
Para a manutenção da orquestra, o Instituto Educacional Piracicabano (IEP), órgão mantenedor da Escola de Música, pretende criar um conselho representativo, que estaria encarregado de encontrar alternativas de subsistência do projeto. Para o diretor geral do IEP, Almir de Souza Maia, a Escola de Música é um “patrimônio cultural responsável pela formação de grandes nomes da área musical, inclusive no exterior, e uma filarmônica pode ajudar na projeção da escola”.
Segundo Maia, a proposta faz parte do planejamento estratégico do IEP para as próximas gerações, que também busca a construção de uma “Escola de Música auto-sustentável, tanto em fatores financeiros, como administrativos”. Um outro ponto essencial, de acordo com o diretor, é a expansão da escola, buscando, inclusive, a implantação de cursos em nível superior.
APROVADOS – Somente este ano a Empem já possui três projetos aprovados pela Lei de Incentivo Fiscal (Lei Roaunet), do Ministério da Cultura, com soma total de R$ 149 mil. Apta a captar os recursos até dezembro deste ano, a Empem conseguiu apoio apenas para uma das iniciativas.
“O papel social da Escola de Música será reforçado com a realização do Curso de Musicalização”, diz Celisa, ao se referir à iniciativa que irá ensinar flauta doce e formar um coro infanto-juvenil nas escolas da rede pública. Com o valor total de R$ 59.580 mil, o projeto será apoiado pela Mahle Metal Leve, uma empresa de Mogi Mirim.
Serão atendidos 180 alunos, de 9 a 16 anos, das escolas Olívia Bianco, Prudente de Moraes, Sud Mennucci, Gerônimo Gallo, Francisca Eliza, Criança Cidadão do Futuro e da Guarda Mirim. O curso terá início no segundo semestre deste ano e tem a coordenação de Cidinha Mahle. Além de aprenderem a técnica, com aulas dos integrantes do Quinteto de Metais da Empem, os alunos também
serão presenteados com o instrumento. “A iniciativa visa aumentar a responsabilidade social da Empem e contribuir com os estudantes que não possuem condições financeiras para se aprofundar na área musical”, diz Almir Maia.
Um dos projetos ainda para este ano é a aquisição de 15 instrumentos de sopros para os estudantes, no valor de R$ 58.500 mil. “Os instrumentos que temos duraram praticamente 50 anos e já estão desgastados”, afirma Celisa.
Orçados em R$ 30 mil, também estão previstos na agenda da instituição dois concertos de gala, que devem acontecer no segundo semestre e contarão com a atuação da Orquestra Sinfônica da Escola de Música. Um deles será o Concerto de Primavera, agendado para setembro, no Teatro Municipal, com regência do maestro Ernest Mahle.
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