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Desde: 17/05/2004      Publicadas: 50      Atualização: 12/11/2004

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 Geral
  15/06/2004
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Vendas podem subir 10% até dia dos namorados
Lojas e namorados preparam-se para a ocasião; mesmo em tempo de crise, poucos ficam sem presente
Quem passa pelas ruas do comércio neste mês mal pode imaginar um país em crise. As ruas ficam quase intransitáveis e, nas lojas, uma euforia de pessoas à procura do melhor presente para o namorado ou namorada. A expectativa das vendas, de acordo com dados Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), é de um aumento de 8 a 10% em relação ao ano passado.

De acordo com Ângelo Tadeu Ali, presidente da CDL, o que se espera é um Dia dos Namorados do “celular” e também das roupas de inverno, embaladas pela baixa temperatura da estação. Mesmo com o aumento no setor, os presentes usuais, como flores, jóias e roupas também devem ter aumento significativo na opinião de Ali.

Já a Associação Comercial e Industrial de Piracicaba (Acipi) prefere não arriscar os percentuais. Para Luiz Carlos Furtuoso, presidente da entidade, o aguardado é uma data “simbolizada pelos presentes”. “Nós estamos percebendo que aumentou o número de pessoas que dão presente no Dia dos Namorados, embora eles sejam mais simples, justamente pela questão econômica do país”, informa Furtuoso.

A comerciária Giovana Spoladore tem uma loja de artigos jovens. Ela ficou surpresa com o aumento das vendas na última semana. Marinheira de primeira viagem no comércio, ela diz que a procura pelos produtos praticamente dobrou. Parte do estoque que colocou na loja na terça-feira já foi vendido e, agora, ela aposta maior rendimento no final de semana.

Um dos mercados bastante movimentado pelos “apaixonados” em junho é de floricultura. “As orquídeas são as que mais vendem”, esclarece a vendedora Vanessa Angeoltte Prata. Ela trabalha no ramo há pouco mais de um mês e se espantou com um dado: a freqüência à floricultura é de igual para igual, onde tanto homem como mulher procuram presentear com um arranjo, buquê ou até uma simples rosa. Para garantir mais venda, Vanessa lembra que trabalhará em dobro, deixando o estabelecimento aberto até as 22 horas.

“Os comércios estão otimistas, já estão vendendo muito e esperam nos últimos dias um salto nas compras. O consumidor está curtindo um pouco mais esta data com o romantismo. Se não tivesse Dia dos Namorados, o mês de junho não teria vendas tão agressivas”, lembra Furtuoso, da Acipi.

As jóias continuam a encantar todo os casais. Nesta época do ano o setor também comemora as altas. “Entre gargantilhas, pulseiras e correntes, o que mais saem são as jóias finas, que variam de R$ 100,00 a R$ 200,00”, diz Maria Thereza Gregorin. No setor, de acordo com a vendedora, o que marca também é a uniformidade entre os sexos. “Vendemos para ambos os sexos. As jóias continuam as favoritas”, acredita.

Time dos Namorados entra em campo

A dona de casa Maria Eunice Bortollo, de 53 anos, sabe o que é passar o Dia dos Namorados há mais de 30 anos. Casada, mãe de três filhos, a senhora vê no marido um “eterno namorado”. Todos os anos, como ela faz questão de lembrar, a escolha do presente é um desafio.

Mesmo com a crise, dona Maria acredita que os tempos de hoje são melhores para presentear. “Quando casei, presente era só uma florzinha. Agora eu compro roupa, ganho um buquê inteiro e ficou mais fácil, porque dá para parcelar”, afirma.

A universitária Karen Lopes Soares, 21, namora há seis anos. Ela já está acostumada com o Dia dos Namorados e costuma gastar entre R$ 50,00 a R$ 100,00 em presente. Com o tempo de namoro, ela acredita que fica mais fácil escolher o presente e saber o que o outro mais precisa. Este ano já decidiu: vai comprar roupas, um presente que considera menos supérfluo.

Mesmo com o matrimônio, que aconteceu há pouco mais de um ano, o dia 12 será com muitos presentes para o “eterno namorado” de Graziela Cristina Firmino Cocatto, 21. Em meio a economias e para não gastar muito, ela procurou presentear com roupas, “já que é mais fácil para escolher”. Gasto, no máximo R$ 80,00. “Mas a escolha fica difícil, porque no comércio tem mais opção para mulher do que para homem”, diz ela.

Para o estudante Eliton Gomes da Silva, 18, o desafio é ganhar o dinheiro para presentear a namorada, que está a seu lado há pouco mais de dois anos. Ele lembra que no ano passado estava desempregado e, por este motivo, optou por uma recordação mais simples para a parceira. “Mesmo trabalhando, este ano a coisa não vai ser muito diferente. Não dá para gastar muito, a pessoa entende a situação”, afirma o jovem, que completa: “Escolho uma coisa mais barata, mas ficar sem presente, isso nem pensar”.
Time dos namorados entra em campo

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